domingo, 19 de junho de 2011

Um EU inverso num universo em versos

Autor: Luciano Wagner Mendes

Observando o universo,
Busquei-lhe o inverso;
e não o achei.
E deparei-me no... inverso,
nos versos
Controversos,
o que nunca busquei!

                                                  Observei que o Universo,
Em movimento,
não volta...
Translada
em inúmeras voltas,
Inverso ao universo
que herdei...

Observei sol, lua e Terra...
Os três em esfera,
nenhum pára
ou espera
Circulam,
sem retorno
o contorno
No avanço
da rotação.
Nenhum refluxo gera,
No giro
pela passarela,
Universal rotina
tão bela,
Que os trazem
pela mesma mão.

O EU,
é o  inverso
e dá voltas...
Num vai-e-vem
de revoltas
Avança por malcriação.

Se este EU,
seguir em rotina,
Siga em frente,
ou vire a esquina
Desvia-se
da conversão...

Se ele segue
de dentro pra fora,
Descobre
sem medo ou demora
Que o inverso
 está dentro do EU!

Os EUs, transladam em rotina...
Rotinas, transladam esquinas...
Todos,
em sã rotação!

É um contorno de si,
em si mesmo...
Que revolta-se
em torno dos outros;
Para enfim,
voltar-se ao seu EU!

É neste universo,
de idas sem voltas
Que os inversos
estão em revoltas,
Das mãos duplas:
respostas à reflexão...

Alguns,
se trancam por dentro...
Outros,
se perdem lá fora...
Controversos
e até conversíveis,
Sempre humanos
e sem direção!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A casa – do Ministro Palocci para o ministro Pallaccius

A casa – do Ministro Pallaccius
Por Inícios de morais

Autor: Luciano Mendes

Era uma casa
bem ministrada
que a gente viu
sendo projetada...

Se alguém entrasse
Nessa mansão,
Veria toda
A sua expansão!

Na casa se viu
Uma parede,
Bloquearam tudo
Como uma rede...

Ninguém podia
Ir Fazer pipi,
Pra não votarem
Contra ele alí

Mas se a verdade
Não leva zero,
Por que omitir
Com tanto esmero?

__ Canta de novo, Tio Toninho! Por favor, de novo, de novo!
__ Tá bom, não levo jeito pra Toquinho, mas vamos tentar 
Ver inícios de morais

Aquela casa
Não tinha nada,
Mas tal Projeto,
Era barbada.

De um puxadinho
Sem projeção,
Virou foi logo
Um puxadão!

A casa se viu
Presa na rede
Mas quem falasse
Iria pra parede

Mão levantada
Era só pipi
E abaixada
Era pra resistir

Se não há nada,
E assim espero,
Por que calar-se
Com tanto esmero?

E foi assim que meu ingênuo sobrinho Brasil,
dormiu mais uma vez, ouvindo a cantiga de dormir,
do Ministro Paláccio.